È preciso quebrar pedras!
Quando fui para uma aldeia guajajara próximo a Barra do Corda – Ma, nunca imaginei que poderia aprender com eles uma coisa tão simples mas ao mesmo tempo tão encantadora. Nós da jocum São Luis fomos convidados para terminar o telhado da Igreja Crista Indígena daquele lugar, os homens fortes iriam trabalhar com telhas e cimentos e nós mulheres iriam trabalhar e se relacionar com as crianças e indígenas. No entanto não foi com a programação específica que me chamou atenção, mas foi uma atividade que ao longo do dia os guajajaras fizeram.
Ao sermos instruídas para trabalhar com crianças o grupo de mulheres resolveu chamar o público por perto, então saíram pela área para isso, no entanto eu fiquei junto com outras mulheres inclusive indígenas. E a líder missionária falou na língua guajajara algo que não entendi ao ouvir, lógico, mas, entendi ao ver. Elas começaram a pegar pedras de médio porte e levar para um local mais reservado, e fazer ali um monte de pedras. Então eu busquei ajudar carregando algumas pedras, porém fraca levava as menores enquanto as indígenas sem menor esforço levavam as grandes.
No monte elas se sentaram e começaram a quebrar as pedras. Não usavam de força, mas de jeito. E foi aí que eu percebi algo que me tocou. Até para quebrar pedras é preciso de sabedoria, pois tem que deixar beiradas, porque se virar esfera ela não quebra mais. E não pode ser qualquer pessoa para quebrar pedra tem que ter jeito, prática. Muitas mulheres brancas, jocumeiras tentaram quebrar porém sem resultados.
É preciso quebrar pedras, pedras da incredulidade, religiosidade, pedras que erguem muralhas e separam o índio das igrejas, e o faz ser um povo esquecido do coração do homem, mas nunca de Deus. È preciso quebrar, não com força, mas com jeito, e fazer das pedras partidas, uma matéria para a base solida da Igreja de Deus. Que venha o teu Reino!
Tribo Guajajara. Barra do Corda-MA
Foto: Samuel Lima
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
O que eu aprendi no eted parte 01
Eu e a jocum no Crato:Congresso de evangelismo 2012
A
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No caminho para Juazeiro passeando pelo sertão pude ver através da janela do ônibus da JOCUM (Jovens com uma Missão) o quanto deve ser célere nossa ajuda pelos sertanejos. Eram árvores, vacas e vales secos, casas isoladas, e uma imensidão de terras sem frutos.
Entretanto água e alimento não são o bastante; eles necessitam ser amados, e incluídos no propósito de Deus de todos os seus filhos experimentarem uma vida de abundância. Para isso a missão integral, os projetos sociais, o conhecimento do amor de Deus deve ser inseridos nessa região carente e sedenta.
A tarde era destinada aos seminários de diversas áreas como: conhecendo a história e necessidades do sertão, implantação de igrejas, missão integral, exploração sexual de menores e adolescentes, entre outros. Numa dessas oficinas que participei ouvi algo triste e incomodante. O surto de abuso sexual de menores no sertão. Sendo a maioria das vezes cometidas pelos pais ou familiares. Muitos foram os exemplos de abusos, que se prolongam por anos. Grandes são as dificuldades para se denunciar, prender, e julgar esse crime. Cultura, medo, grupo organizado. Quando a igreja deixará de ser expectador desse mal que divide e mata as famílias do sertão?
Como uma recém jocumeira, os desafios são enormes. A meta de evangelismo desafiadora e a fragilidade do sertão inquietante. Porém esse evento serviu para mostrar que não tem idade, cor ou dom específico para pregar no sertão. Porque como foi pregado no evento o modelo tem que ser somente Jesus Cristo, a metodologia é o Espírito Santo de Deus. Temos que falar como eles, buscar possuir a mesma fragrância e se alimentar da mesma fonte: Deus Pai. É na simplicidade que se pode conquistar o coração do sertanejo.
Para os que estavam no evento não espere a trombeta tocar, ore pelo sertão. Para aqueles que não puderam ir orem para que o sertão tome posse da benção que o Senhor tem reservado para seus filhos.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
HUDE MEU ETERNO "GENTLEMAN" CANINO
COMPARTILHO COM VOCES UM TEXTO QUE AINDA NÃO PUBLIQUEI, MAS DIANTE DA PERDA QUE HUDE ME FEZ, TOMO CORAGEM E APRESENTO O QUE EU APRENDI COM O HUDE. É UM CACHORRO, PODE SER LOUCURA, MAS É VERDADE. VÊ SE APRENDE VOCE TAMBÉM.
Capítulo 04 Hude: Capacidade de pedir carinho.
Sempre cuidei mais de cadelas porque as achava mais carinhosas e caseiras. Os machos bagunceiros eram fugitivos demais e faziam xixi em quase toda a casa. Mas quando recebi um macho daschund de herança de minha tia, eu pude perceber que toda regra tem exceção.
Hude era o seu nome, e totalmente contrário ao seu adjetivo vocativo ele era um cachorro adorável e educado apesar de ser ansioso, talvez seu pior defeito. A ansiedade de Hude o levou a destruir coleiras, sapatos, bancos de carros e almofadas. O que viesse e o tirasse do serio ele consumia. Caçar rato era sua diversão, adorava rancar folhas e galhos das plantas onde eles subiam. Hude pulava como canguru para intimidá-los e tentar pega-los, mas não adiantava, pois quase sempre não pegava nada. Hude não matava ratos e não mordia ninguém, ele era da paz.
Mas o que Hude me ensinou foi a ter a capacidade de pedir carinho. Cada vez que eu chegava com o saco de ração para distribuir nas vasilhas, Hude me olhava alegremente e soltava um Hummm! Canino. E perto da tigela ele colocava seu nariz, que não era pequeno na minha mão que tirava ração e colocava na vasilha. Depois de um tempo eu vi que ele queria simplesmente que eu desse ração em sua boca. Para ele uma forma de carinho. Então eu passei a colocar ração em minha mão e então ele as pegava e comia numa rapidez. Feliz, ele mexia a cabeça e uivava. Suas orelhas estralavam. Ele pediu carinho e eu estava atendendo o seu pedido. Não como uma garçonete, mais como uma mãe que ouve o pedido de carinho de seu filho.
Pedi e dar-se vos á. Quem não chora não mama.
Lembro que meu irmão sempre antes de dormir pedia para meu pai ou minha mãe coçar. Como ele era carente! E ele colhia um grande afeto de meus pais. Ter a capacidade de pedir carinho talvez seja um dos talentos mais importantes para os dias de hoje, cada vez mais cheios de supérfluos relacionamentos. Talvez a depressão seja o mal do século XXI não porque o homem não sabe dar carinho mas por não ter a capacidade de pedir carinho. Ter a capacidade de dizer que está fraco e depende de alguém, do amor de Deus.
Peça carinho assim como o Hude! Deus ama os seus filhos e entrega-lhes as bênçãos como forma de carinho e amor. Tenha coragem de dizer para os teus amigos e amores que sua vida está carente, que precisa de seu afeto e que a vida vale mais a pena se for vivida com muito carinho e o amor de Deus.
Capítulo 04 Hude: Capacidade de pedir carinho.
Sempre cuidei mais de cadelas porque as achava mais carinhosas e caseiras. Os machos bagunceiros eram fugitivos demais e faziam xixi em quase toda a casa. Mas quando recebi um macho daschund de herança de minha tia, eu pude perceber que toda regra tem exceção.
Hude era o seu nome, e totalmente contrário ao seu adjetivo vocativo ele era um cachorro adorável e educado apesar de ser ansioso, talvez seu pior defeito. A ansiedade de Hude o levou a destruir coleiras, sapatos, bancos de carros e almofadas. O que viesse e o tirasse do serio ele consumia. Caçar rato era sua diversão, adorava rancar folhas e galhos das plantas onde eles subiam. Hude pulava como canguru para intimidá-los e tentar pega-los, mas não adiantava, pois quase sempre não pegava nada. Hude não matava ratos e não mordia ninguém, ele era da paz.
Mas o que Hude me ensinou foi a ter a capacidade de pedir carinho. Cada vez que eu chegava com o saco de ração para distribuir nas vasilhas, Hude me olhava alegremente e soltava um Hummm! Canino. E perto da tigela ele colocava seu nariz, que não era pequeno na minha mão que tirava ração e colocava na vasilha. Depois de um tempo eu vi que ele queria simplesmente que eu desse ração em sua boca. Para ele uma forma de carinho. Então eu passei a colocar ração em minha mão e então ele as pegava e comia numa rapidez. Feliz, ele mexia a cabeça e uivava. Suas orelhas estralavam. Ele pediu carinho e eu estava atendendo o seu pedido. Não como uma garçonete, mais como uma mãe que ouve o pedido de carinho de seu filho.
Pedi e dar-se vos á. Quem não chora não mama.
Lembro que meu irmão sempre antes de dormir pedia para meu pai ou minha mãe coçar. Como ele era carente! E ele colhia um grande afeto de meus pais. Ter a capacidade de pedir carinho talvez seja um dos talentos mais importantes para os dias de hoje, cada vez mais cheios de supérfluos relacionamentos. Talvez a depressão seja o mal do século XXI não porque o homem não sabe dar carinho mas por não ter a capacidade de pedir carinho. Ter a capacidade de dizer que está fraco e depende de alguém, do amor de Deus.
Peça carinho assim como o Hude! Deus ama os seus filhos e entrega-lhes as bênçãos como forma de carinho e amor. Tenha coragem de dizer para os teus amigos e amores que sua vida está carente, que precisa de seu afeto e que a vida vale mais a pena se for vivida com muito carinho e o amor de Deus.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Como chegar chegando!
Estava eu, ontem 27 de março, no Banco da Ufma toda intertida com meu pensamentos levianos do dia a dia, quando fui surpreendida por uma toada. É! Uma canção entoada por alguém que acabara de chegar se expandiu por todo banco. E a musica era forte, vibrante, maranhense, tinha o requebrado do cacuriá e os versos de prosa do bumba-meu-boi. Quem cantava era uma jovem idosa de aproximadamente 80 anos, que com sua musica, retirou dos rostos cansados um sorrizo. Dos olhos aflitos, uma observação calorosa, dos pensamentos levianos, um momento de reflexão.
Sua alegria era tão contagiante que qualquer que virasse para observá-la se transformava. Suas cantigas invocavam, incentivavam, contagiava. Ela poderia estar embrigada ou estar em seu dia de loucura, ou simplesmente querer aumentar o seu ego? Sim. Era uma artista. Ela saiu dando bombons para os funcionários, que mais tarde voltariam para sua rotina. Mas como os doces que ela mesmo entregou, sua chegada adocicou a manhã de todos. E é assim que devemos chegar chegando. Fazendo a diferença. É dificil, é para poucos. Mas temos que pelo menos aprender com isto.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
29 de fevereiro
Há eventos que acontecem de quatro em quatro anos. São acontecimentos que necessitam de nós e de nossas emoções.
O mais conhecido deles são as olimpíadas que por sinal será este ano. Atletas de todas as nações em busca de um simples olhar, uma alegre palma, um leve suspiro que exalte sua cultura, sua nação e sua vaidade, correrão e levarão seus corpos e suas almas até o limite chamado: força.
A Copa do Mundo é sem dúvida o que mais chama a atenção de nós brasileiros. Jogadores de seleções espalhadas sobre o globo, cantarão o hino nacional e vestirão a camisa como se fossem bandeiras, e puxarão seus corpos e suas almas até o limite chamado: raça.
As eleições são também de quatro em quatro em anos. Canditados de toda raça, credo e cor lutarão em busca de nossos votos de confiança, de esperança e de futuro. Apertarão seus corpos e violarão suas almas até o limite... Até o limite, NÃO! Além do limite do cartão, além do limite chamado: país. Além do verbo no presente: EU Governo!
Por fim o último evento é o próprio ano bissexto. Ano que nos concede mais um dia em nossas vidas: 29 de fevereiro. Dia especial como todos os dias. Mas este dia deve ser marcado como dia do feedback da empresa chamada Brasil. Há quatros anos o Brasil era diferente. Daqui a quatro anos será outro Brasil? O que ainda precisa mudar? Como estaremos no próximo 29 de fevereiro?
Para mudar precisaremos de força, de raça e de coragem, por mais que este adjetivo seja oposto de tímido, sinônimo de vergonhoso. Já que eles não têm vergonha de roubar, que nós não tenhamos vergonha de agir.
Lily Cardoso
Lily Cardoso
terça-feira, 26 de junho de 2007
Chuva
Quando se sabe que a chuva virá?
Quando se sabe que a chuva cairá?
Quando os cães procuram guarda,
e os pássaros um ninho.
Quando os gatos procuram seus donos,
e as formigam voltam para casa.
É um sinal
Aí vem a chuva, aí vem a chuva!
Quando o garoto recolhe a bola,
e a avó tira o guarda chuva para fora.
É um sinal, aí vem a chuva.
Mas porque tanto medo da chuva...
Se as flores se abrem para receber as àguas,
Se os pássaros cantam mais alto na chuva,
Se a terra seca, sorri ao ver os primeiros lampejos!
É porque simplesmente a chuva é um reflexo de como estamos:
Se sozinho a chuva é triste,
Se acompanhado, nada mais oportuna,

Se no meio da rua, uma falta de sorte!
Se no meio da cama, um grande presente.
Se apaixonado..., a chuva é lembrança,
Se deprimido, uma causa da doença.
Mas acima de tudo, a chuva é só água caindo do céu.
Então preste atenção.
Se tiver deprimido, lembre-se dos cantos dos pássaros.
Se apaixonado, lembre-se das flores,
Se no meio da rua, lembre da terra seca,
Se sozinho, lembre-se de casa, dos pais, amigos, irmãos, de Deus.
E se em alguma lembrança, lembrar que é sozinho,
Persevere! A chuva é só um momento.
Escolha a melhor forma de
VIVÊ-LA.
Quando se sabe que a chuva cairá?
Quando os cães procuram guarda,
e os pássaros um ninho.
Quando os gatos procuram seus donos,
e as formigam voltam para casa.
É um sinal
Aí vem a chuva, aí vem a chuva!
Quando o garoto recolhe a bola,
e a avó tira o guarda chuva para fora.
É um sinal, aí vem a chuva.
Se as flores se abrem para receber as àguas,
Se os pássaros cantam mais alto na chuva,
Se a terra seca, sorri ao ver os primeiros lampejos!
É porque simplesmente a chuva é um reflexo de como estamos:
Se sozinho a chuva é triste,
Se acompanhado, nada mais oportuna,

Se no meio da rua, uma falta de sorte!
Se no meio da cama, um grande presente.
Se apaixonado..., a chuva é lembrança,
Se deprimido, uma causa da doença.
Mas acima de tudo, a chuva é só água caindo do céu.
Então preste atenção.
Se tiver deprimido, lembre-se dos cantos dos pássaros.
Se apaixonado, lembre-se das flores,
Se no meio da rua, lembre da terra seca,
Se sozinho, lembre-se de casa, dos pais, amigos, irmãos, de Deus.
E se em alguma lembrança, lembrar que é sozinho,
Persevere! A chuva é só um momento.
Escolha a melhor forma de
quinta-feira, 21 de junho de 2007
A descoberta do Polén
A coisa mais engraçada que faço nas horas vagas é relembrar minhas experiências da adolescência. Não namorei muito, nem bebi ou fumei, mas fiz coisas que qualquer aprendiz faz: errar e errar feio. Estava nos meus 15 anos, fazendo 2°grau num colégio particular de São Luís. Nunca me senti tão bem quanto naquele ano, com muitos amigos e ótimos professores. Por falar em professor, o meu de biologia era um máximo. Tinha nome americano, sotaque de nordestino e jeitão de homem não feito. Todo momento nos ensinava a melhor maneira de apreciar a vida e amá-la. Com toda infra-estrutura de laboratórios Prof° Kennedy nos levava habitualmente ao laboratório de biologia da universidade que desenvolvera no prédio do colégio. Numa dessas aulas o professor mandou que trouxéssemos uma flor de casa para analisarmos o pólen. Grão da vida botânica! Não era a minha matéria favorita, mas me intrigava olhar para uma planta e não poder saber o que ela realmente era. As aulas eram dia de terça e quinta-feira e tive uma semana para colher, contudo só fui lembrar no dia exato da experimentação. Não deu outra, como estudava de manhã tive que substituir o tempo destinado ao alívio pessoal para procurar uma flor. Mas, como sempre, eu gostava de ser diferente e competitiva e assim queria levar a flor mais bonita de todos. Percorri em todos os muros da região, e encontrei muitas flores bonitas: eram brancas, vermelhas, rosas, mas foi a amarela que me encantou. Quando bati meus olhos em suas grandes pétalas largas, com curvas perfeitas e um cálice verdadeiramente real, descobri. Era aquela. Fiquei tão feliz de achar uma que tratei de pegar logo duas, nem quis sabe de qual vizinho furtei, sabia que era para uma boa causa. Quando cheguei no colégio todos estavam com suas flores, lindas e perfumosas, claro que não mais que a minha, somente uma colega não tinha trago. Era a mais desprezada, da turma. Como fui sempre prestativa e solidária doei minha outra flor para minha amiga, e claro que ela gostou. Bem na hora que fui coletar o pólen... Onde estava o pólen! Minha flor não tinha pólen, não podia ser! Podia e era, a minha flor era sem pólen, ficaram duas alunas sem pólen! Graças a outras amigas nós realizamos o exercício, nos deram um grau de pólen para cada uma sem pólen. O meu era tão pequeno que parecia não existir, era curvo parecendo um coró como dizem os goianos. Tive que contentar com isso. Depois sai humilhada da sala, mas valeu a pena, sempre na vida tive oportunidade de aprender e desta vez não foi diferente. Agora eu sei que nem todas as belas flores possuem pólen.
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