terça-feira, 8 de julho de 2014

MEDO DE QUE?

O projeto Somadores de histórias teve inicio no dia 23 de abril de 2014, e teve como primeiro tema abordado:o medo. Foi uma escolha proposital porque eu sabia que o primeiro medo a ser enfrentado pelo grupo seria o próprio medo de se expor, de se abrir, contar sobre si, seus medos,anseios. E também porque sei que as mulheres indígenas tiveram que vencer muitos medos para sair da tribo e lutar pela vida.
Em unanimidade as indígenas apontaram o “homem branco” como sendo seu maior medo. Barbudo, sem barba, desfigurado, careca com olhos esbugalhados, foram as varias formas que o homem branco apareceu desenhado no quadro branco que revelava o maior medo de cada um. Teve uma que acrescentou o medo do escuro também, mas porque sabia que no escuro o homem faz coisas inimagináveis. Sendo assim a violência, e os possíveis efeitos do relacionamento com o branco foram os medos mais comentados.
Contei a elas sobre os meus medos, os antigos, os atuais, e aqueles que passam quando penso no futuro. E assim nosso café com biscoito mostrou que apesar da língua, da cor, das nossas histórias serem diferentes, temos medos parecidos.

O medo não nos torna fracas, não nos elege medíocres, mas nos mostra que estamos vivas e lutando para sobreviver. Saber lidar com ele é a saída viável. Saída esta que se torna sinônimo de amar, amar a Deus, a vida, pessoas, tribos, simplesmente amar. Porque o verdadeiro amor lança fora todo o medo. 1 João 18.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Hino nacional Brasileiro contra o Abuso infantil

lila2
Foto_LilaBuarque
Ouviram de Teresina ,as margens da creche,

De um povo ferido, o grito perturbante.
E o sol da violência em raios frígidos
Nasceu do céu da pátria das crianças
Se são escravas de imoralidade
Conseguimos destruir seus puros sonhos
Em seus seios há liberdade
Desonradas desafiam mesmo a morte
 O pátria amada, abusada,
Salve a infância
lilabuarque
Foto_LilaBurque
Brasil um sonho tenso
Seja símbolo da luta contra o abuso infantil
E clame ao Deus bendito desta Terra
Paz no futuro e crianças protegidas
Pequenos pela própria natureza
São Inocentes, fracos, que confiam
Em homens brutos de olhares impuros
Terra abusada
Entre outras mil
És tu Brasil tão ferida
Pros filhos deste chão eu clamo ao Senhor
Para romper esta dor

domingo, 29 de setembro de 2013

Adoração Radical em Daniel 3



Eu amo contar  histórias para crianças e uma em especial eu não canso de falar. O testemunho de Sadraque, Mesaque e Abede-nego na fornalha constitui um dos mais emocionantes contos da Bíblia. Revendo a história eu pude entender  porque ela é tão importante, pois além de ser um exemplo de atitude e de fé esta história me convida hoje a refletir sobre música. Pode parecer estranho mas eu tentei tirar algo de novo nesta história.

A música na bíblia se apresenta de diversas maneiras, porém  nesta passagem, Daniel 3, ela foi usada para ser fundo musical de um pecado. A idolatria. Um som da cítara, da flauta, do trompete,  trombeta , harpa e de todos os instrumentos  era um sinal para se curvar e adorar. Muita gente se rendeu, muitas nações venderam seus valores e adoraram a estátua feita pelo Nabucodonosor. O interessante é que nesse momento de adoração ao rei eles utilizaram  aquilo que era de melhor e eu imagino que a junção dos instrumentos de corda, sopro e muitos outros foi uma majestosa harmonia.


Mas os nossos amigos eles não estavam preocupados com a beleza estética, ou instrumentos, ou o momento especial porque dentro deles vinha uma canção maior que faziam  cantar a verdadeira adoração somente ao Senhor. A música cantada por eles eram: a atitude de não se prostrar. E o mais lindo desta adoração era que eles não iriam se defender diante do rei, porque eles já tinham defesa. Nossa! Que adoração radical , temer mais a Deus do que a morte. Eles foram jogados na fornalha, mas como eu falo para as crianças essa não é uma história de terror. Eles ficaram vivos na companhia do Anjo do Senhor, o próprio Deus. Nada neles foi queimado.


Hoje temos a tendência a buscar adoração somente nos momentos especiais de música, instrumental, de louvor, onde cantamos letras que nem sempre concordamos de fato. Esperamos por músicas diferentes, com poemas ritmados, porém não somos capazes de defender aquilo que é a verdade, de sermos e  vivermos a verdade que é Jesus. Sem perceber acabamos sendo conquistados pelo som do orgulho, do antropocentrismo, da vaidade. E o resultado é que amamos mais a vida do que a Deus.

A verdadeira adoração é fruto de atitudes que geram oportunidades de glorificar a Deus.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Homenagem a Alice e aos seus pais.


Alice nasceu e com ela um sentimento enorme que parece não caber em meu coração.
Logo que surgiu para mim em mensagem: Tu serás titia! Fiquei meia hora com um sorriso fixo nos meus lábios.
Ver a minha amiga irmã se tornar mãe e se transformando numa missionária com um campo de trabalho fixo e genuíno,(coração de Alice) me faz crer que todos somos chamados para  viver e lutar pela vinda do Reino de Cristo em locais escolhidos por Deus.
Alice como nos contos de fada viverá num país de muitas maravilhas, criadas por Deus o grande artista das nações. Ela passará seus dias encantada com uma mãe apaixonada pelo desafio de salvar vidas e por um pai que embora fluminense vai guiá-la em passos firmes na palavra de Deus, como um bom presbiteriano. E mais na humildade e seriedade pertencente ao caráter de Carlos.
Nunca poderei esquecer do que eu pude viver com este casal, agora família, no ano passado. Carlos ficou muito doente e Luciana estava fazendo uma escola de missões comigo. Lu estava muito mal ao ponto de entregar seu curso, seus planos,  tudo,para voltar e ficar com Carlos, algo lógico, para uma esposa dedicada como Luciana. O problema é que Carlos não é um homem doente normal, ele como um obreiro que maneja bem a palavra, fez morrer a vontade de ter sua esposa cuidando de sua saúde, e disse para Lu: é preciso que você fique. Carlos não pensou nele, não pensou em Lu, ele foi mais além, ele pensou na obra que Deus ainda tinha para fazer. Lu terminou o curso, cuidou de Carlos e Deus recompensou o esforço que fizeram. E que recompensa!! Um casal de amigos que é um orgulho para mim.
Tenho certeza que Alice encontrará em sua vida muitos chapeleiros malucos, mas eu creio que vencerá tudo. Ela pode não ter três nomes como o príncipe George, mas essa princesa tem um Pai, um filho e um Espírito Santo para guiá-la em sua grande aventura chamada: vida.

Seja bem vinda Alice.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A oração dos Z'es


Quando penso na cuica a soar, o uhu,uhu,uhu faz meu coração mexer


Assim como a viola a ecoar nas suas cinco cordas fazendo tilim, tilim



E na sanfona com seu fonrifonfon sem querer tira o meu pé do lugar
Mas na verdade é o pandeiro e seu taqstu, taqstu que leva meu quadril a balançar.

Juntando tudo poderia tocar reggae, quem sabe samba, mas bão seria baião.
Tudo bem a melodia não importa, junto tudo nos sotaques do norte, leste, oeste e sul

Mas quando eu penso no barulho dos orixás
nas vozes finas do sertão ao te louvar
Ou na verdade nas vozes roucas dos cantadores de boi

Percebo que o melhor é não ser guiado por nenhuma história, tampouco pela acústica, beleza ou força maior. 
O que me guia a escrever essa poesia, ouvindo ao fundo da minha mente uma canção. É a fé de que um dia, tudo isso será reunido para dar honra ao Senhor
o Criador que fez o homem, a mulher, o mundo inteiro, mas no Brasil juntou Raimundos, os Silvas Santos e as Marias. O Zé Pereira com a Iara, e o João da Silva com a Bastiana. Surgiu o Zé ninguém que tudo tem de cada povo, raça, nação. Um povo forte, colorido e cheio de arte.
Essa mistura toda de Ze's se fez Brasil. O meu desejo é ver todos os Ze´s cantando  em uníssono a Jesus de Nazaré.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Great friendship


                 When I arrived at the house where I would live in Piratininga, São Paulo, I saw two children playing at the entrance with a swivel chair. I wanted to ask the mother of the children something, but I noticed they spoke another language: English. After unpacking and settling in to the new house I had the opportunity to meet these children. Mya and Micah were the children of Mrs. Cartwright. Micah was initially very shy to the point of not looking at anyone but did more when someone watched him playing in the arms of his parents.
                    Well for me there was nothing abnormal, because I was always very shy. And when someone stared at me I wanted to produce a hole to enter. So since I met Micah I felt an urge to be his friend, but it would not be easy because of the difficulty of shyness, and language. But I would not give up. I discovered that he had a friend, a monkey, a very expressive doll and thought it could be this way, because I had a doll puppet, Bia, a bee, very sweet. And one morning I came up with this bee and surprised  Micah, saying phrases learned in my English course online and I could talk very quickly.  On another day I made a spontaneous song to monkey with regular verbs in english such as dance, play, sing, but it was fun and Micah liked it. But the interesting thing is that we could communicate and everything was easy so that the monkey and Bia become great friends.
                   But a special night caught my attention. After dinner I brought Bia to play with the kids so she and the monkey, plus other dolls like the sheep and black lily could be used by Micah, Mya, Gabi (another house girl), and some adults who were there to make a puppet show. It was very interesting because they each created their story, each in their own language but they were always in relationship. Well I had to leave them playing because I had to go out, but when I was getting ready, Micah and Mya came in to my room, each with a box in their hand and asked me which is your bed? And I pointed it out, so I could observe each box. They were toys, cars  for Micah  and dolls clothing for  Mya. They wanted to play, they had become my friends, and I had become a child.

                    And then I wondered why Jesus told us to become like children? I did not need to use complex words to win  friendship with Micah , but I had to give only what I liked to play, puppets, and they gave me what they liked to play. They have not judged me for my English but at my heart, my attitudes. And so it is with God, not by advanced vocabulary in English or Portuguese that I will have more involvement with God, but the delivery is what is most important to me. My time, my talents, my dreams to the Lord Jesus. But beware God sees the intention of the heart, so if your friendship with God is guided by convenience, religious culture, or "managing for results", you can lose everything. God wants to have a true friendship with you and relate to you giving great gifts, but for that we must become like a child.
Hugs Lilian Pires.
Thanks Dona for your help me.

Amizade sincera

                                                                   Versao em ingles click aqui: http://lilycardoso.blogspot.com.br/2013/04/great-friendship.html
               
           Quando eu cheguei na casa onde iria morar em Piratininga, São Paulo, eu logo vi na entrada duas crianças brincando com uma cadeira giratória. Depois ao perguntar algo para a mãe dos garotos eu percebi que eles falavam outra língua: inglês. Após estar instalada e adaptada com a nova casa eu tive a oportunidade de conhecer aquelas crianças. Eram Micah e Mya, filhos de Dona Cartwright. O Micah no início era muito tímido ao ponto de não conseguir olhar para ninguém, sendo que quando alguém o observava ele se jogava nos braços de seus pais.
             Bem para mim não foi nada anormal, pois eu sempre fui muito tímida. E quando alguém me encarava eu queria produzir um buraco para entrar. Então desde que conheci Micah eu senti uma vontade enorme de ficar sua amiga, mas não seria fácil devido a dificuldade da timidez, e lógico da língua inglesa. Porém não iria desistir. Descobri que ele tinha um amigo, o macaco, um boneco muito expressivo e pensei que poderia ser este o caminho, pois eu também tinha uma boneca fantoche, a Bia, uma abelha muito mimosa. E um dia eu apareci com esta abelha numa manhã surpreendendo Micah e dizendo frases feitas aprendidas no meu curso de inglês pela internet e pude conversar bem rapidinho. Já em outro dia fiz uma música meio espontânea para o macaco com verbos regulares bem conhecidos do inglês como dance, play, sing, mas ficou divertido e Micah gostou. Mas o interessante é que pudemos nos comunicar e tudo ficou fácil ao ponto da Bia e o macaco se tornarem grandes amigos.
                 Porém uma noite especial me chamou a atenção. Após o jantar eu trouxe a Bia para brincar com as crianças então ela e o macaco, além de outros bonecos como a ovelha e a negra lily puderam ser a diversão de Micah, Mya, Gabi (outra menina da casa), e alguns adultos que estavam por lá. Foi muito interessante porque eles criaram cada um a sua história, cada um em sua língua mas eles sempre estavam se relacionando. Bem eu tive que deixá-los brincando porque tinha que sair, então subi. Mas quando eu estava me arrumando, Micah e Mya entraram no meu quarto e cada um com uma caixa na mão perguntaram me qual é a sua cama? E eu apontei, então pude observar cada caixa. Eram brinquedos, carros para Micah e Bonecas e roupas para Mya. Eles queriam brincar, tinham se tornado meus amigos, e eu tinha me tornado uma criança.
                 E aí eu fiquei pensando porque Jesus falou para nos tornarmos como crianças? Eu não precisei usar palavras complexas para conquistar Micah e sua amizade, eu precisei sim doar somente o que eu gostava de brincar, fantoches, e eles me deram o que eles gostavam de brincar. Eles não me julgaram pelo meu inglês mas pelo meu coração, minhas atitudes. E assim é com Deus, não é pelo vocabulário avançado do inglês ou português que terei um maior envolvimento com Deus, mas é pela entrega daquilo que é mais importante para mim. O meu tempo, o meu talento, meus sonhos ao Senhor Jesus. Mas cuidado Deus vê a intenção do coração, portanto se sua amizade com Deus for guiada por conveniência, cultura religiosa, ou “gestão de resultados”, você pode colocar tudo a perder. Deus quer ter uma amizade verdadeira contigo e se relacionar te entregando grandes presentes,  mas para isso é preciso se tornar como uma criança.
Abraços Lilian Pires.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Qual musica abre a gaveta do seu coração?

Bem, antes de ir a São Paulo devo escrever algo sobre alguém que me impactou e que me fez ter certeza do caminho que estou seguindo. Essa pessoa tinha mais ou menos 5 anos, não falava e não sorria. Seu rosto pequeno era firme, com olhos centrados, e com pouca alegria. Mas ela me emocionou com uma simples canção.
Chegamos em Buritirana, no interior do interior do Maranhão para fazermos o prático do Eted da Jocum São Luis. E logo na chegada conhecemos Aline, uma linda menina, mas que não falava, pois era gaga e tinha dificuldades para se comunicar. Tentei de todos os jeitos fazer Aline sorrir, conversar, mas não deu jeito. Porém em um momento de descanso das atividades, começamos a cantar vários hinos da Harpa Cristã,  um grupo saiu e ficamos eu e Luciana, mais  Aline que se aproximou e sentou no colo da Lu. Nós estávamos concentradas nas canções, mas quando começamos a cantar Chuva de bençãos, eu parei e olhei para Lu, pois escutamos um som diferente vindo de Aline.
 Ela estava cantando!!! Do seu jeito, mas estava. A música revelou algo, ela amava a Deus.   Esse é o poder da música, de abrir uma gaveta fechada, emperrada, e revelar sentimentos. Eu não sei quando Aline escutou essa canção, ou quantas vezes e por quem, mas eu tenho certeza que essa musica representava pra ela, a relação entre  Deus e o seu coraçãozinho. Tentamos muitas outras músicas, mas ela não cantava, então, repetimos Chuvas de Bençãos, mas aí ela descobriu o verdadeiro motivo e ficou tímida. Apesar de ter sido bem rápido eu pude presenciar algo incrível, alguém vencendo os seus limites para adorar a Deus.
"Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor "
Mateus 21:16
e Então qual musica abre a gaveta do seu coração?
Abraços
Lily Cardoso.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Notáveis notas que vão do si.... ao que dó...



Algumas notas lembram indecisão
 Outras mostram firmeza.
 Algumas notas lembram um início, outras o meio e outras tantas notas lembram um fim.
Mas nenhuma nota consegue representar completamente os sentimentos e por isso elas foram unidas num só lugar, numa só música, e por tamanha complexidade foi dado a elas o nome de canção.

Assim somos nós, alguns soam indecisos, outros firmes.
 Alguns parecem estar sempre no início, outros, que estão parados no tempo e já tem gente que parece que não há mais início de nada e não há esperança.

Mas nós estamos numa mesma música, nós fazemos parte de um mesmo grupo de vozes e de instrumentos. Compomos com nossas vidas a simples canção da vida, a simples canção que lembra o viver, que lembra o louvor, a adoração.

Nós precisamos uns dos outros.
Afinal somos a canção que Deus criou, criativo, é Ele que nos inspira e nos move.
O que quero dizer com esta poesia, é que : Precisamos do que cada um pode fazer na música, mas se não sabe cantar, na dança, na literatura ou no teatro, porque cada um de nós somos artistas principais de nossas vidas, mas nós atuamos em muitas outras histórias que precisam de nós, para serem histórias. 
Tudo isso para agradar Aquele que um dia nos amou e nos aceitou, mesmo que totalmente desafinados, com o seu poder nos tornou aptos a viver uma grande e linda canção. 
Lily Cardoso

Olá estou aproveitando para divulgar a todos meus amigos, minha partida para Piratininga, São Paulo, onde vou fazer uma escola de artes na JOCUM. 

Eu irei em fevereiro cumprindo a programação que vai até julho de 2013. Gostaria de contar com o apoio de vocês.Orando por mim e por minha família, pelo meu sustento que vem do Senhor e por minha Igreja. 




Rua Projetada 2 Quadra J Casa 05 Jardim Libanês Olho d’água. São Luís-Ma.
Banco do Brasil: Conta 4323-0/ 24.500-3 Poupança 01 





segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 vem aí, Se tá pronto?

Nesses dias finais do ano é normal fazemos o balancete de nossas ações. Alguns tiveram seus patrimônios acrescidos, outros perdidos. Muitos tiveram mais prejuízo do que lucro, outros tiveram muitas entradas de coisas novas. Mas não vim aqui falar de dinheiro ou finanças. Vim falar deste ano que foi pra mim muito rápido, mas cheio de emoção. Um ano que deixei muitas coisas, sonhos, família, perdi meu avô,  separei de meus amigos para viver sob a vontade de Deus. E de fato como Deus cuidou de tudo, pois me deu novos sonhos, amigos e família jocumeira nestes dias. Ouvir a voz Deus foi o alvo e o resultado foi a alegria eterna de servir pessoas  perdidas no sertão maranhense, famílias feridas, e cristãos com sua fé destruída.

Agradeço a todos que viveram intensamente comigo este ano
Aos amigos que mesmo longe oravam por mim
Aos amigos meio irmão que pagaram mico comigo
Por todos que ouviram minha gaita mesmo que as vezes desafinada.
Por todos que eu abracei e orei junto
Pela minha família
E a Meu Pai, Meu Deus e meu Grande Senhor a Ele todo louvor!


Uma coisa é fato o ano de 2013 não vai mudar, se você não mudar seus insumos, aquilo que entra em seu coração e mente. Pois os dias serão os mesmos, com desconto de um dia pois 2012 foi bissexto, tá certo com poucos feriados, mas não importa serão 365 dias para você vive-los bem ou mal.
È você que escolhe!
Escolha  Jesus!!




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Quais frutos você quer?

Bem eu falei que em breve falaria de frutos. Pois bem é hoje! Nós da Jocum São Luis, fomos até uma tribo para realizarmos um trabalho com crianças. Prevenção de cáries, teatro e brincadeiras foram formas de se relacionar com elas, e mostrar como são importantes para Deus.

No final da última noite eu saí para procurar um assento, e vi algumas crianças brincando, falei com elas e uma delas falou em tupi-guarani, mas a outra traduziu: ele quer cantar! Não resisti, saí do culto e me sentei com eles numa roda de tijolos. Quando vi já era um grupo de 20 crianças, ainda bem que chegaram obreiras.Cantamos bem baixinho tchuchuê, algo quase impossível, contei história e brincamos.

 Tentamos de tudo para entretê los e foi aí que tive uma idéia. Vamos brincar de bom barquinho, as obreiras que estavam me ajudando toparam e formamos o trenzinho. Eu e Alessandra( Obreira e minha amiga), fomos a locomotiva. Uma de frente pra outra. E aí que entra as frutas. Eu escolhi banana e Alessandra ficou com caju, apesar de eu ser louca por caju. Bem as crianças eram selecionadas e tinham que escolher qual das duas frutas queriam.

Por mais simples que seja, elas estavam aprendendo a escolher. Nem sempre escolhiam pelo que gostava, mas optavam pelo que já estava ganhando, ou pela obreira mais legal..Mas por qualquer motivação que tivessem a escolha deles gerou no final um resultado. Em fileira vimos a banana ganhar por 21 a 16. Uhu! ganhamos.  Mas todos nós pulamos e gritamos para os dois grupos. Porque não amamos por escolha, amamos porque Deus nos amou primeiro. E ele fez a banana e o caju com muito amor.

  As vezes não teremos só duas opções, mas sempre teremos que pensar e optar por um dos frutos, caminhos, decisões. E sabemos que todas as escolham vão gerar em nós reações. Vitórias e derrotas de um jogo ou brincadeira pode até dar alegria, ou frustração passageira. Mas derrota na vida espiritual leva a morte eterna e vida sem Deus. Sabemos que com Cristo a vitória é certa. Mas muitos insistem em escolher o outro lado. Como frutos do amor de Deus devemos ensinar que o quanto antes escolher estar com Jesus, maior será a alegria e melhor será a vida nos caminhos do Senhor.

Apesar de fazermos escolhas erradas Deus nos ama,
Apesar de optarmos por irmos contra e não a favor da obra Dele, Jesus nos ama,
Apesar de escolhermos colocar outro deus em seu lugar, Ele ainda nos ama.
Porque somos frutos do seu amor.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Homenagem a Duda, minha eterna mamaezinha!


14. Duda_ Amor de Mãe



Depois que Billy fugiu, nós ficamos muito abatidos e tristes pelo fato de não o termos mais conosco. Dolly também sentiu muito e nos deixava preocupados. Ela sempre era a primeira a entrar em casa e quando Billy ainda estava por lá, virava para ele, latia e ameaçava-o morder. Depois que ele fugiu Dolly continuava a entrar em casa do mesmo jeito. Ela virava, latia e mordia o ar, pois já não tinha ninguém. Foi então que percebemos que Dolly precisaria de mais um companheiro.
Desta vez escolhemos uma fêmea e como de costume procuramos Tia Elaine, amante dos cachorrinhos. E ela nos disse que sua cadela mais jovem, a Jude, daria em poucos dias a luz a vários filhotes. Eu não escolhi pois tinha poucas fêmeas, mas a minha tia escolheu para mim a cadela mais bonita da cria. Ela era forte, com nariz grande, patas bem curtas e grossas e olhos miúdos. Era uma daschund marrom das mais elegantes. Duda foi o seu nome escolhido.
Duda já veio um pouco grande para casa, ao contrário dos outros cachorros e por isso no início foi difícil. Duda tinha três meses quando eu tive que colocar para dormir. Na primeira noite ela chorou, mas logo depois ela já estava enturmada, mordendo o calcanhar de Dolly.
Duda cresceu e com ela a responsabilidade de ser mãe, podíamos ver que ela poderia dar boas crias. Nós esperamos ela completar um ano para colocar para cruzar e esperamos um macho interessante. Quando ela estava pronta nós arranjamos um, não era de pedigree como a Duda, mas era o simpático Nick, o marido que daria muitos filhotes a Duda.
Com ele foram duas crias: a primeira Duda teve uma fêmea e cinco machos, na segunda teve duas fêmeas e quatro machos. Duda sofreu para dar vida a todos eles. Como era um pouco obesa e baixinha, sentia muita falta de ar, suas pernas curtas faziam muito esforço para carregar o peso de sua barriga que crescia demais até porque eram seis filhotes. A dor às vezes era tão grande que ela nos procurava para pedir ajuda. Mas na hora do parto, Duda se saia muito bem. Uma parteira de primeira. Como Deus faz tudo perfeito. Um a um Duda ia retirando a placenta que os envolviam e quando tudo estava limpo, Duda lambia as narinas dos filhotes, e eles como num passo de mágico davam o seu primeiro suspiro neste mundo terreno.
Duda era uma mãe completa, o seu cuidado era com todos e por toda a parte, até mesmo quando eles estavam crescidos, com dois meses, ela os vigiava. E numa destas guaritas Duda começou a latir e olhar para a geladeira. Duda nunca tinha feito isso. Para pedir comida, Duda chorava, não latia e nunca tinha latido tão forte. Eu na mesma hora percebi que havia algo errado. Quando eu observei os cantos da geladeira eu avistei uma bola peluda e marrom. Era um dos filhotes da Duda, e uns dos mais bagunceiros. E ela sabia disso, por isso clamou a todos que estavam naquele lugar para tirar dali o seu filhote amado.
Com o mesmo filhote teve outro acontecimento. Ele corria demais, e era muito esperto, não se aquietava, tinha muita energia para gastar. Como ele era muito rápido, minha mãe não o viu, e colocou os pés da cadeira no rabinho dele. Escandaloso, Paquito, nome que chamávamos carinhosamente, deu um berro que desorientou Duda, ela não sabia o que fazer, queria até levá-lo na boca, mas ele não cabia mais. Paquito sentindo muita dor deitou em cima da cômoda que ficava na sala. Duda deitou logo abaixo e ficou ali por muito tempo até o Paquito sentir melhor e partir para outra. Que mãe!   Duda me ensinou o jeito certo de amar seus filhotes.
Duda sempre foi uma cachorra muito prestimosa como diz meu pai. Ela sempre estava fazendo a sua função de mãe zelosa e carinhosa, limpando os que estavam sujos de xixi e coco, dava mama aos que estavam com fome, vigiava-os e brincava com eles mesmo que muita das vezes os derrubava e os pisava. Mesmo grandes, Duda comia as fezes que os filhotes faziam. Eu acho que ela tinha alguma mania por limpeza. Nós sempre a advertíamos e a censurava, pois além de nojento era perigoso. Os filhotes já tinham sido vermifugados, ela poderia ficar doente. Mas Duda não cessava, queria deixar seus filhotes sempre limpos e fortes. O fato é que ela conseguiu, seus filhos fizeram grande sucesso na feira de animais, não sobrou nenhum. Só que o que tínhamos medo aconteceu.
Duda logo depois que os cachorros foram embora, eliminou sangue. Meu pai vendo ficou horrorizado a levou logo a veterinária. E para a não surpresa de todos, Duda estava com verme. Duda quase morreu e nós passamos o natal e ano novo preocupados. Gastamos tudo o que recebemos na feira com a Duda, mas pelo menos recebemos a Duda de volta, sã e salva. Depois disso, nós resolvemos nunca mais deixar a Duda cruzar apesar dela gostar e saber que sua função é ser mãe
Duda foi uma mãe e tanto e nos ensina o verdadeiro amor de uma mãe. Duda se sacrificou para ver seus filhotes limpos e saudáveis. Um amor que os vigiava e que os acompanhava até o fim. Quantos exemplos de mães nós temos na bíblia. Exemplos de mãe que ficou aos pés da cruz e perto do sofrimento de seu filho Jesus. Mãe que vigiou os corpos de seus filhos para que nenhum animal os pudesse consumir (II Samuel 21:1-14)Mãe que teve a coragem de enviar seu filho nas águas do Jordão como em Êxodo 2:3.   O amor de mãe é tão forte que pode se comparar com o amor de Deus. Deus nos ama como mãe e pai, Ele cuida, se sacrifica por nós, nos guarda, nos alimenta com seu espírito, nos abençoa com presentes e nos ensina no caminho em que devemos andar. Por mais perdidos que possamos estar Deus nos encontra atrás da geladeira, e Ele nos conhece muito antes da nossa gestação. Buscar este amor profundo e inteiro deve ser o nosso objetivo de vida experimentando tudo de bom que nosso pai tem guardado para nós. E da mesma forma devemos buscar revelar em nós este amor de mãe, capaz de fazer tudo para suas crias. Sejam carinhosos, amorosos com os  seus filhos, família, e amigos. Seja corajosa e loucamente apaixonada pela vida e pela geração da vida, seja física ou espiritual.

domingo, 7 de outubro de 2012

É preciso expulsar os morcegos!

Na segunda semana do prático no sertão, fomos até Violeto, um povoado do munícipio de Fernando Falcão a 94km de Barra do Corda. Um local simples mais muito encantador. Na casa que iríamos dormir encontramos muito morcegos pois a casa estava fechada há dias e por isso virou recinto dos amigos da noite. Então para fixarmos morada teríamos que expulsá-los.

Resolvemos entrar na casa mesmo com os morcegos para estruturar a base e foi designado que os homens, 2 obreiros, iriam lutar com os morcegos e nós mulheres, 3 obreiras, iriam limpar a bagunça da casa. Foram muitas as tentativas, mas os morcegos eram ágeis e não queriam sair. As crianças brincavam com a situação e no final foram elas que enfim mandaram os morcegos embora, a vassouradas!

Às vezes quando nos fechamos por algum motivo e passamos a viver de aparências sem um envolvimento real com Cristo, nossos quartos e salas ficam abandonados a escuridão. O morcego gosta do escondido, do escuro, assim como o inimigo de nossas almas. Revolta, inveja, falta de perdão, pecados não confessados fazem surgir dentro de nossos quartos e salas morcegos, ou seja, sentimentos que nos afastam de Deus.

A transparência é o melhor jeito da Estrela da Manhã entrar nas nossas vidas e fazer diferença na luta contra o pecado. E a transparência é não ter medo de mostrar quem somos, nossas fraquezas, nossas debilidades. Somos fracos, somos muito fracos, e nós na nossa maravilhosa soberba queremos parecer fortes, porém tudo falso. O homem mais perfeito que existiu não teve medo de chorar, de rir, de sentir raiva. Jesus não teve medo de ser transparente.
É preciso expulsar os morcegos, mas para isso você deve abrir as janelas e as portas de sua casa. É preciso ser transparente. Não deixe que o orgulho o torne falso, não deixe que a religiosidade o torne hipócrita. Deixe a luz de Deus entrar nos quartos e salas de sua vida. Não se tranque para o Espírito de Deus, pois Ele quer te abençoar!
 
 
                                         
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Qual Tipo de Flor você é?

Domingo na igreja foi pregado sobre a parábola do semeador. Eu amo essa história. Até porque todo goiano gosta de terra, ama plantar e saborear o fruto gerado pelo trabalho. De fato ali teve vários tipos de terra, e cada uma teve um problema a enfrentar, diversos os fatores que fizeram falecer o produto da semente. Esta foi pisada como em Lucas 8:5, aves a comeram, rochas atrapalharam seu crescimento, espinhos a sufocaram. Somente na terra boa a semente brotou.
E aí eu fico imaginando, sei que a semente é a palavra de Deus como está escrito em Lucas 8:11, mas se fosse uma flor como seria?
Eu nunca fui apaixonada por flores, pelo contrário, não gosto de receber flores. Sozinhas me lembram velório, mas juntas no campo geram grandes cenários.  Entretanto gostaria de discutir sobre três tipos de flores. 
Esta semente poderia gerar uma Margarida. Muitas pessoas gostam delas, pois são singelas, discretas, e bonitas. Seria uma surpresa brotar uma Margarida naquela terra Boa.  “Apareceu a Margarida olé – olé– olá”. Porém a margarida quase sempre é tirada da terra para enfeitar buques de festas, casamentos e funerais. Elas enfeitam muito bem, pois são bonitas, servem para isso, mas seu trabalho termina ali. Às vezes queremos ser tão discretos e singelos onde estamos, trabalhamos, onde nos envolvemos como igreja que nem demonstramos de fato que nosso perfume é diferente. Não fazemos diferença. Só compomos cenários, figurantes de nossa própria vida.

A semente então poderia ser uma rosa. Aí sim uma paixão nacional! Flor que revela a todos os reais sentimentos de alguém. Se branca é pureza, se amarela é amizade, e se vermelha... Paixão!! Hum, de fato as rosas são muito bonitas. Exalam o cheiro e levam sentimentos. Mas é tão difícil segurar uma rosa. Já viu? Tem que tomar tanto cuidado para não se machucar. As vezes somos assim tão apaixonados pela palavra, expressamos tanto nossos sentimentos a Deus e ao próximo, mas somos tão difíceis um com o outro. Ferimos tanta gente, e as vezes sem perceber. 

Agora e se na terra boa nascesse um girassol? Seria muito interessante. Para muitos a flor do girassol é grande demais, desengonçada, mas ela tem algumas curiosidades. Meu pai uma vez plantou girassol num canteiro que dava de frente para a varanda da nossa casa. Ele era rente ao muro da casa. E o girassol nasceu, mas meu irmão ficou bravo com meu pai, ele falou: Pai você plantou o girassol errado, ele está virado para o muro. Meu pai sorriu, mas eu não porque também fiquei irritada porque a flor deveria estar virada para nós!
Acontece que o girassol nasce voltado para o sol, não importa o propósito do semeador, ele sempre vai procurar pela Estrela da Manhã! Mas a outra curiosidade é que flor do girassol carrega em seu centro muitas sementes. Nunca contei para saber, mas é incrível como tem muitas. E elas servem para muitas coisas: alimentar papagaio (o meu Lourival amava), fazer óleo para fins culinários, e até biodiesel. Ah esqueci! E para nascer novos girassóis. É como se a flor do girassol nascesse para estar em vários lugares, propósitos e alcançar o mundo. 
È lindo imaginar que esse sol é Deus, e a semente, nossas vidas com todos os talentos que Deus nos deixou. È preciso crescer olhando para Deus, o adorando e dividindo, espalhando a semente que um dia Ele mesmo plantou em nós.  Qual flor você é? Você se contenta em só enfeitar como a Margarida, em só exalar cheiro  como a Rosa? Ou deseja ser um Girassol.
Há um tempo fiz uma canção sobre essa parábola que diz. 
“Espero que você tenha esta terra no coração, e que dê bons frutos ao eterno redentor. Jesus está passando aqui a colher, espero que você já tenha os seus frutos.” E por falar em frutos isso é para outra postagem. Abraços Lily Cardoso



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Homenagem aos papais queridos! E ao meu Jailson

Quando eu olho para ele 
Eu sinto que eu estou segura
Quando eu o cutuco
Eu sinto tá na hora de mudar de assunto
Quando eu o vejo sorrir  
Eu sinto que eu posso ser feliz em tudo
Quando eu o abraço
Eu sinto que mesmo longe ele ora por mim
Quando eu recebo seu beijo no rosto
Eu sinto que sou amada mesmo com tantos erros
E quando paro para analisar, vejo que esse amor de pai é tenro, forte e justo
mas não é perfeito. Agora ele se torna mais verdadeiro se vier de uma fonte onde tudo é intenso.
Deus é pai! E Deus é Amor! E isso faz tudo ser mais poderoso. 
Obrigada Deus por ter criado meu pai
Obrigada Pai, por ter me apresentado e me ensinado a amar o nosso PAI!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Em uma dinâmica do ovo, fiz esta poesia para o Dã. 
Dã seu nome tem duas letras
mas agora você é um ovo portanto tem 3 letras
sendo duas iguais : "O" !
Agora você é branco "O" !
Redondo "O" ! e Amigo "O" !
Te pintei fiz teu cabelão e até o seu cordão
Mas isso não importa porque Deus
Não vê casca Vê clara e gema
Te esqueci algumas vezes
mas nunca deixei de me preocupar com você
Você é casca, clara e gema
Integralmente você precisa ser cuidado
Vou orar para que você tire toda CASCA podre da carne
que a palavra de Deus CLAREIA sua alma
e fique tranquilo o Espirito intercede por nós com GEMIDOS inexprimíveis

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O que aprendi no Eted parte 02

È preciso limpar o salão
Nós da turma da Jocum São Luis-Ma, Eted(Escola de Treinamento e Discipulado), ano 2012, estávamos no povoado do Sitio dos Arruda entre os dias 12 e 15 de junho para começarmos as atividades no prático do Sertão maranhense. E lá conhecemos um grupo de pessoas muito hospitaleiro, crianças brincalhonas, e famílias abertas a receberem a palavra. Porém por mais capazes que pudéssemos ser em fazer teatro, dança e pregar ou orar por este povo, seria na simplicidade de um serviço que iríamos impactar aquele lugar.
Naqueles dias acontecia no povoado um festejo de levantamento do mastro como início das atividades do período junino. Uma grande festa foi preparada para este dia com banda, bebidas e dança. O som tocou a noite toda se estendendo até as sete da manhã. Acordamos com muita luta, pois o barulho foi muito alto, mas tomamos café e logo depois da devocional fomos orar. E na intercessão Deus falou através de um obreiro para que pudéssemos limpar o salão onde a festa rolou a noite toda. Quando vi, o local estava cheio de copos, latas e cigarros. Mas os jocumeiros estavam cheio de gás, então varremos tudo e o local ficou limpo.
A dona do local, Branca, se espantou com aquele salão limpo e se incomodou. Ela então falou, vocês não deveriam ter feito isso! Porém a missionária Adriana que serve no Sertão, falou para ela que queríamos ajudar. E aí Dona Branca respondeu:_ Para quem entende, isso o que vocês estão fazendo é limpando a sujeira do pecado.  A missionária então disse: _ E não foi para isso que Jesus veio? Dona Branca falou então que nunca mais iria fazer a festa naquele lugar.
 Como é tão simples evangelizar. E como é lindo servir demonstrar o amor de Deus.  È preciso limpar o salão, estar disposto a fazer o simples, quebrar barreiras. Mesmo que sujo, pegando em lixo, garrafas quebradas, papel encardido. È preciso limpar a sujeira do pecado. Só o amor de Cristo é capaz de nos submeter a isso. Cristo é servo, simples e amoroso. E você? Até que ponto está disposto a limpar seu salão? Até que horas foi a festa não importa. Deus retira toda sujeira que há em ti.

Salão de Festas, Sitio dos Arrudas. Barra do Corda-Ma
Foto: Sanuel Lima